sábado, 26 de março de 2011

José Alberto de Souza


Nasceu na cidade heróica de Jaguarão, meio Brasil meio Uruguai, no dia em que a Rádio Nacional do Rio de Janeiro completava seu primeiro ano de fundação. Caixas, tipos, ramas e galés. A infância. Rádio, jornais e livros. A juventude. Cinema, futebol e estudos. A mocidade. Mulher, emprego e filhos. A maturidade. Música, letras e boemia. Prepara a velhice sob protestos da família.


Onde mora? 
Avenida Getúlio Vargas, 1643/302 - M.Deus - Porto Alegre/RS

O texto que segue abaixo é de autoria do artista extraído de seu blog:

Meu tio Cantalício Resem, casado com Florisbela, irmã de meu pai José Dalberto de Souza, ficava chateado porque meu irmão (por parte de pai) Marçal Garcia de Souza “omitia” o sobrenome paterno. Na época, até que concordava com aquele tio, também meu pai de criação. Porém, com o passar do tempo, fui conhecendo outras pessoas que “assim procediam” e cheguei à conclusão do ato involuntário resultante da ”lei do menor esforço” que fazia a gente abreviar o nome completo do indivíduo. Como exemplo cito meu conterrâneo Luiz Marques Machado, raramente reconhecido como Machado.
Minha esposa Gislaine Fagundes de Souza, filha de João Fagundes da Silveira e Alba Pahim da Silveira, não conseguia me explicar porque apenas o seu irmão mais velho João Paulo Fagundes da Silveira tinha esse último sobrenome, enquanto ela e os outros irmãos foram registrados como Pahim Fagundes. Terminei decifrando o enigma quando descobri que meu sogro era descendente de uruguaios, João Fagundes e Maria Francisca da Silveira. Assim, ao se casar, minha sogra adotou esse último sobrenome, reservando Fagundes para os três filhos menores.
Permito-me essas digressões genealógicas a fim de opinar sobre a praticidade do sistema nominal que os povos de língua espanhola adotam, ou seja, o sobrenome paterno antecede o materno, mais coerente com a “lei do menor esforço” acima referida, evitando qualquer omissão imprópria. Já as filhas, quando casam, perdem o sobrenome da mãe e abrem espaço para introduzir o do marido, antecedendo o do pai, ordem essa que pode permanecer legada a seus descendentes diretos, Se não predominar uma orientação “machista” que despreza a origem da mãe.
Por falar na cultura “machista”, recorro aos nomes de meus pais, José Dalberto de Souza e Maria Francisca de Souza. Ele filho de José Vieira de Souza e Joaquina Teixeira de Souza, e ela de Jerônimo Vieira de Souza e Pacífica Silva de Souza, ambos ele e ela com sobrenomes maternos ocultos, um costume português muito comum que meu pai, brasileiro, acatou quando me registrou como José Alberto de Souza. Podia ser Souza de Souza ou então de Souza e Souza, até aceitaria o Vieira de Souza de meus avós, irmãos portugueses. Mas não – meu carma foi encarar as inúmeras justificativas para limpar meu nome nos Cartórios...
A propósito, lembro de um colega na Ford em São Paulo, Francisco de Assis Filho, que o pai, segundo me disse, assim o registrou para que também passasse pelos percalços de quem carregou um Francisco de Assis por toda vida. Na ocasião, sua esposa esperava o primeiro filho e eu o doutrinava para que não omitisse o nome dela. Assim que a criança nasceu, perguntei-lhe como tinha registrado o rebento. Francisco de Assis Neto, mas como? A maldição continua? E o nome da tua mulher? “Ora, ora, Francisco Tripiana de Assis, fica muito feio, vai ter que pagar os pecados que ainda estou pagando!”
Ainda acho a maior frescura essa da mulher não permanecer com seu nome de solteira quando casa e me parece que se submete a um título de propriedade. E nos dias de hoje, com esse "casa-descasa", mais uma tremenda burocracia que constrange a mulher moderna num mundo que se ressente tanto da paternidade, no sentido de se dividirem as tarefas domésticas, em consequência de um orçamento cada vez mais dependente da contribuição feminina. Afinal “até que a morte nos separe” só funciona quando os parceiros têm o seu relativo grau de liberdade, respeitados os espaços de cada um.
E. T.: Nossos filhos chamam-se Jerônimo e Gilberto Fagundes de
 Souza. Este último e Marylene Fernandes Vieira geraram nossa neta Mariana Vieira de Souza.





Blog do autor:

7 comentários:

  1. Mas que baita promoção.
    Agradeço honrado ser incluido nessa galeria.
    Parabens pelo bom gosto desse lançamento.

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  2. Parabéns Tio,mais que merecido!!!!!!!

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  3. Merecida homenagem !

    Daqui de Campinas, estado de São Paulo, admiro o talento literário de José Alberto de Souza, sua prosa cativante a nos fazer companhia como uma boa conversa, plena de tipos humanos que vão ficando como nossos amigos... a nos transportar no tempo, espaço, guiados por suas narrativas saborosas & sábias !

    Viva !

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  4. Me sinto agraciado ao ver o nome de meu amigo, Zé Alberto, ser destaque ao lado de outros tantos já famosos Jaguarenses.
    Estamos todos de parabens, certamente.
    Glênio Reis e filhas

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  5. Obrigada pelos comentários. Eu sabia que vocês iriam gostar. O blog é recente. Estou tentando adequar cores e algumas coisas mais, mas eu chego lá, pois com o outro blog o: http://www.turismoemjaguaraors.blogspot.com/ não foi diferente.
    Hoje ele é bem visto, e quero muito que este seja tanto quanto visto e importante.
    Se gostarem, divulguem

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  6. Parabens amigo José Alberto de Souza! Nada mais justo do que figurar no panteon (prá ficar a grafia no velho estilo fronteiriço)das expressões artísticos literárias de tua terra natal. Sou filho de Jaguarense,e sinto orgulho desta terra de meu pai.E quando o conheci, nas linhas do seu blog,abriu-se para mim uma janela, dando uma visão maior das relações do homem com seu meio,graças a maneira simples e objetiva do escriba J.A.de Souza tratar as palavras.E nunca esquecendo seus amigos e conterreanos, com que divide agora o laurel de ser um dos seus destaques. Parabens amigo.

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  7. Parabéns Sr.José chegou a hora de colher os frutos.Grande beijo Paula Lopes

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